Oficina do Gif

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Trabalhando (?) em casa

Quando o filho nasce, surge sempre aquela dúvida de voltar ou não à trabalhar (exceto para as mamães que realmente não precisam). E aí então começa o dilema.
Em primeiro instante, o que pesa mais é sem dúvida nenhuma é a dor da separação. E que dor!
É um misto de "ingratidão", "raiva" e "desespero" somados à saudade e a preocupação... só MÃES sabem explicar (sim, porque o pai até sente, mas dali alguns dias, ele se esquece - já nós, convivemos sempre com esses sentimentos).
Depois, quando se presta serviço dentro de qualquer empresa e surge imprevistos como "o filho adoecer" e você ter que pedir pra sair mais cedo (em casos urgentes - embora tudo para uma mãe seja urgente) e aí você já sente aqueles olhares do chefe como se estivesse dizendo com todas as letras: "Será sempre assim?"... Isso é realmente muito ruim.
Sem contar nas apresentações comemorativas escolares que nem sempre são aos finais de semana... e aí?

Pois bem. Dentro desses "poréns" e outros, tudo o que a gente mais sonha é em poder "trabalhar em casa e ficar com o filho".
Assim é fácil, né?
Pois eu digo: "NÃO. NÃO É!"

Imagina que você (tenta) acordar cedo, liga o computador pra começar a trabalhar. No meu caso, logo o filho acorda e começa a chamar atenção.
Você tem que lhe dar o café-da-manhã. Em seguida, já tem que preparar o almoço pra ele ir para a escola. Dá banho, arruma ele, dá almoço, coloca ele na van e volta pro computador. Ok.
Nisso, já são quase 13:00, sendo que as 17:00 eu já começo a preparar a janta porque ele chega as 17:30 morrendo de fome (e cheio de novidades pra contar).
Ele chega, dou banho, termino a janta e dou a ele. Ele pede atenção (sim, ele me cobra MUITO) e pelo menos por uma horinha que seja, eu tenho que sentar com ele pra assistir desenho.
Entre uma coisa e outra, vou alternando os deveres de casa e o computador. Com isso, depois que ele dorme, volto pro computador e isso me rende a madrugada trabalhando pra conseguir terminar aquilo que não "tive tempo hábil" para terminar.
Sem falar nas inúmeras vezes que fui até a sala e presenciei meu filho dormindo sentado no sofá!
Dói o coração? E como!

No final das contas, você (eu) acaba frustrada pois não fez devidamente nem uma coisa, nem outra.
Além disso, as vezes acaba ouvindo: "Nossa, o que você fez o dia todo que não conseguiu fazer isso / aquilo?"
E só me resta responder: "Nada!"...

Bom, ainda assim fico na dúvida entre escolher trabalhar fora e cumprir os trabalhos dentro de um horário estipulado ou trabalhar em casa "fazendo o máximo" para estar perto do meu filho.
E ainda dizem que é fácil...


2 comentários:

  1. Eu ainda não sou mãe, sofri um aborto há pouco tempo e antes disso já estava me programando sobre como ia lidar com a casa a faculdade e o trabalho sem ter que deixar meu filho padecer por causa da correria do dia a dia. Já que infelizmente perdi meu bebê vou me programar para engravidar quando terminar a faculdade. Espero que obtenha muito sucesso com seu blog! Beijo!!! https://www.charmosando.blogspot.com.br

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    1. Oi Maria Fernanda! Pôxa, sinto muito. Realmente um filho muda demais a nossa vida e a nossa rotina. Se Deus quiser, logo logo você vai saber bem o que é isso! Muita sorte pra ti! E me conte aqui a novidade! Beijos!

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