Oficina do Gif

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Xii... Mamãe ficou doente!

Logo que a o filho nasce, a gente automaticamente se preocupa em "não faltar" para eles. Pensa em tudo e qualquer tipo de ausência e como fazer pra que ela seja suprida.
Mas como evitar? Certas situações, são impossíveis, como quando temos que sair pra trabalhar ou ficamos doentes.
Mas, mãe adoece?!? Tem tempo pra isso?
Infelizmente, SIM! E eu hoje posso afirmar que não é nada legal!
Passamos 24 horas do nosso dia cuidando e se preocupando muito mais da saúde dos nossos pequenos do que com a nossa e sinceramente, nos achamos a "Mulher Maravilha" por dar conta de tantas coisas ao mesmo tempo e nós mesmo temos a "quase certeza" de que somos fortes o suficiente pra "tomar um analgésico e seguir em frente!" (Quem não?).
Pois é! Mas nem tudo é tão simples assim. O fato é que, chega uma hora em que o "corpo pede arrego", e aí mamãe, pode chorar!
Semana passada minha garganta infeccionou (minhas grandes amígdalas dando trabalho desde a infância) e formou-se um abcesso, me impedindo até mesmo de falar!
Claro que, antes do diagnóstico preciso, eu fiquei em casa com toda aquela dor achando que passaria no dia seguinte com "chazinho de limão e analgésico" ou, no máximo, tomando a injeçãozinha de sempre que em dois dias costuma me deixar 100%!
Tentei isso tudo aí, mas não deu certo. Até o exame de tomografia constar que a coisa era "um pouquinho mais séria" do que isso, já que o tal abcesso já estava crescendo o suficiente pra me deixar sem voz e sem ar! Precisaria de internação e provavelmente, CIRURGIA pra drenar!
Como assim? Deixar o filho aos cuidados de quem? Pois por mais que temos (eu tenho) o marido, as tias (minhas irmãs) e os avós pra ficarem cuidando dele, a gente sempre acha que vai faltar alguma coisa (e falta, ué... rs).
Bom, a solução que tivemos para que ele não sentisse tanto a minha falta (ele é muito apegado a mim, porém, não se recusa ficar com as tias, papai e vovôs) foi revesar pra que ele dormisse fora de casa, já que a noite, é a mamãe aqui quem dorme segurando sua mão, revesando com a mão dele na minha orelha! Rs
O Enzo tem um lado muito curioso. Ao mesmo tempo que ele é super agarrado e grudado comigo e com o papai, ele é extremamente independente! Costumo chamá-lo de "meu desapegado", pois vive me pedindo pra dormir na casa da tia Dani, da madrinha, da vovó Beatriz ou de algum amiguinho! E se eu deixar, ele pega o travesseirinho dele e vai numa boa! (em 5 anos, ele só dormiu 1 vez na casa da minha mãe, pq EU não gosto de dormir sem ele).
Imaginem a alegria dele, nesses cinco dias em que eu fiquei ausente, cada dia dormindo na casa de uma tia e da vovó?
Cada dia que eu falava com ele ao telefone, era uma novidade pra contar! Ele achou que estava "de férias" com os primos!
Querem saber? Adorou!
Claro que teve a cooperação de todos pra fazer com que ele não sentisse que eu estava doente, recebendo ele com muita alegria.
Mas e o coração de mãe?
Não vou negar que dá aquele aperto de: "Nossa, ele nem sentiu minha falta", como quando a gente torce pra ele ficar bem na escolinha e quando ele se joga nos braços da professora, bate um ciuminho rs... Mas a alegria de vê-lo bem suporta isso.
E a volta pra casa... Ah... que coisa boa!
Cheguei enquanto ele estava na escola, e corri pro fogão pra deixar como de costume, a janta quentinha e prontinha pra quando ele chegasse! Foi só nisso que pensei!
E como dei mais valor a isso! E como agora sinto mais prazer ainda de fazer essas coisas POR eles e PARA eles! Marido e filho bem cuidados! Quem não ama?
A minha recompensa ajudou na minha recuperação: Receber elogio pelo jantar, dar banho, cuidar, dormir agarrada de novo e ouvir: "Que bom que você voltou!"
Eu sofri muito mais do que ele, sentindo e chorando naquele quarto de hospital, querendo estar ao lado dele! Mas mãe sempre pede pra sofrer no lugar do filho, não é? Então tá tudo certo!




Escarlatina... ("coisinha" chata!)

Assim que tempo muda, a gente logo pensa em agasalhar bem o filho e tomar cuidados maiores para não deixar que ele pegue se quer uma gripe. Pois é! Eu sou assim.
Há duas semanas, o Enzo começou a sentir um "desconforto" ao dormir (passou bem o dia todo, jantou super bem), e na madrugada começou a reclamar da "garganta doendo".
Logo estranhei, pois como eu disse, ele havia jantado normalmente, sem nenhuma queixa. Achei então que essa "dor" que ele relatava chorando e levando a mão na garganta, seria sinal de que "a garganta ainda estaria em processo para inflamar". Mas a queixa durou a noite toda, seguida de febre (repentina e alta) e crises de vômito.
Logo pela manhã, ele já não queria mais se alimentar, recusando até água! 
Levamos ele ao hospital, aonde a médica de plantão examinou (apenas) a garganta e disse que provavelmente seria o "início de uma virose". Medicou. Tomou soro e fomos para casa.
Durante o dia, ele continuava "amuado" no sofá, dormia bastante, quando acordava reclamava de dores pelo corpo, garganta e cabeça, se recusava até a ficar sentado (isso acaba com a gente), nada de se alimentar... Apelamos pelo soro (aqueles com sabores, comprados na farmácia) com muito, muito custo pra ele tomar. A febre baixava de 39° pra 38° quando medicado (só isso).
No dia seguinte, além disso tudo, começou a reclamar de "dor e coceira no saquinho", e ao dar banho, reparei a pele bem vermelha (como queimadura de sol) e grossa em toda aquela região, inclusive virilha!
Levamos ele na pediatra dele (que voltava de férias naquele dia). Ela, infectologista competente que só ela consegue ser (puxo-saco MESMO! Porque com ela, não tem erro! Acerta "no olhar"), logo que tirou a roupa dele para examinar (haviam algumas manchinhas avermelhadas pelo peito, braços e costas), mandou: ESCARLATINA!
Oi?!?
Eu só tinha ouvido falar nisso naquela música "Bailarina"(Chico Buarque) e achava que era uma daquelas "doenças antigas", que nossos avós contava que nossos pais tiveram...
Enfim! Ela existe e QUALQUER PESSOA (adulto ou criança) está propenso à pegá-la!

A doutora Patrícia me explicou que a cura levaria ainda alguns dias, e que seria necessário de "paciência", pois ela é dá um trabalhinho até ir embora, deixando esses desconfortos e precisando de "isolamento", pois além de tudo, é contagioso!
Finalmente, depois de três dias ministrando o antibiótico (só depois disso - ela avisou) ela foi indo embora.
O apetite demorou um pouquinho para voltar, mas o ânimo de se levantar da cama, veio em seguida! Ufa! Aos poucos, ele melhorou!
Pesquisei algumas imagens na internet para publicar, para as mamães ficarem atentas aos sinais, porém, achei imagens um tanto quanto "fortes" (eu sou muito fraca pra ver imagens de crianças doentinhas) e nenhuma delas correspondeu ao estágio que o Enzo ficou (bem menos do que as imagens que eu encontrei). Então, vou deixar um link aqui de melhores informações!

Afinal, a gente nunca sabe quando uma "coisinha chata" dessa entrará sem ser convidada!

http://drauziovarella.com.br/crianca-2/escarlatina/

Dodói chato! :-(

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Bullying - Começa em casa!

Um dia desses eu estava lendo sobre esse assunto e me deparei com uma matéria em que dizia que o "tão habitual" Bullying começa dentro da nossa casa e achei um tanto quanto interessante, afinal, faz muito sentido, e muitos pais / irmãos não se dão conta disso.
Em resumo, comecei a me preocupar com esse assunto depois que o meu filho começou a usar óculos.
Besteira? Não sei. Pode ser. Mas levando em consideração o quanto eu já sofri com isso na minha época de escola - quando ninguém se atentava a isso e esse "termo / nome Bullying" nem era usado, eu me preocupo sim! 
Quando eu soube que ele teria que usar - pelo menos até a fase adulta - um óculos com NOVE graus para a correção da sua Miopia, eu entrei em desespero pela situação (eu achava que poderia ser algo muito grave e irreversível, mas graças a Deus foi comprovado em exames que não) e me senti triste pelo fato de ele ter que usar aqueles óculos chamados de "fundo-de-garrafa" (mas abençoada é a tecnologia hoje que permite uma lente não tão grossa como era antigamente) e me preocupei com oque ele ouviria dos coleguinhas...
E lendo essa matéria, descobri que alguns termos que são usados dentro de casa pode gerar as duas reações, e fazer da criança "aquela que praticará o Bullying" ou "aquela que sofrerá o Bullying".
Nunca pensou nisso?
As vezes a criança é chamada de "burra", "feia", "gorda", "magrela" entre outras coisas pelos irmãos, pais, primos ou são motivo de piadas que muitas vezes para algumas pessoas possam não ser nada além de uma brincadeira, mas nem sempre é para aquele que é alvo!
O contrário, quando se ouve dentro de casa esses termos direcionados a outras pessoas, a criança pode adquirir isso com normalidade e sair ofendendo os amiguinhos dessa forma, afinal, ele ouviu isso em casa!

Por isso, acho extremamente importante que esse tipo de conduta seja bem administrada em casa.
Na minha casa por exemplo, eu evito o máximo esse tipo de comportamento.
Quanto ao meu filho, até então ele nunca sofreu nenhum mal pelo uso do óculos, pelo menos até aonde eu saiba.
E eu estou e estarei sempre atenta quanto à isso. Devemos ficar.